quarta-feira, 24 de setembro de 2008

sem politicagem não há vantagem

bem, creio que todos os leitores daqui sabem que eu sou professora de português e inglês, em caráter efetivo, pela rede estadual de educação. e creio, também, que sabem que eu mudei de cidade e, portanto, tenho tentado a transferência de escola para poder, assim, cumprir com o meu dever: trabalhar.

vou começar pelo fim: quanto mais eu mexo, mais a merda fede. minha licença maternidade vence dia 02 de outubro. e sabem o que eu estou percebendo? que sem politicagem, não há como conseguir algo que eu tenho direito: uma transferência por acompanhamento de cônjuge.

vejamos: o que eu preciso para a transferência são os documentos pessoais meus e de minhas filhas, declaração do trabalho do maridão, enfim... coisas básicas. o detalhe é: eu preciso ter uma escola, com vaga na minha área, para poder iniciar o processo de transferência. pense: florianópolis, sei lá quantos mil habitantes, sei lá quantas dezenas ou centenas de escolas... moleza! impossível não existir uma vaga de 20 horas/aula, não é mesmo? pasme: é, é impossível.

comecei ligando para as escolas próximas da minha residência. nada tem vaga. liguei para o instituto estadual de educação (que tem em torno de 7 mil alunos): sem vaga alguma. fiquei três dias ligando para a gered (gerência da educação onde funciona o RH, entre outros). quando finalmente alguém atendeu, a pessoa que cuida do RH está em curso por três dias. okay, okay. falo com a assistente da fulana, e olha o que ela me diz: 'não existe possibilidade de transferência sem ser no início do ano letivo. não temos o levantamento das vagas da grande florianópolis, estamos fazendo o levantamento e ficará pronto só no final de outubro. não, não peça exoneração. peça licença de tratamento de saúde. tens que enrolar até o final do ano, e montar teu processo a partir de novembro. ai VEREMOS se dá pra fazer a transferência'.

o.O

o que eu devo pensar disso tudo? não, nem vou escrever a quantidade de palavrões e xingamentos que esta situação, esta gente merece. já peguei licença de mais 30 dias. não é isso que eles querem? feito! tenho que pegar por mais 30 dias? pegarei, é claro que pegarei. afinal de contas, eu só quero fazer o que eu sou paga pra fazer: lecionar. mas se o próprio estado não move um dedo para que eu consiga isso, eu só posso lamentar. nothing more. e, no início do ano que vem, se ainda continuar nesta situação, pedir exoneração. não vou ficar me fingindo de doente o resto da vida.

inscrevi meu currículo na 'catho'. desejem-me sorte. porque, qualquer oportunidade melhor que surgir, tou largando o concurso, o estado, toda esta incompetência. porque porra, meo... dói demais ver a educação largada na mão de interesses particulares, gente incapaz de cumprir suas funções e joguinhos partidários. independente de partido, de sigla, de coligação, acho que isto nunca vai mudar. infelizmente.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

eu até tento ser nerd. por exemplo, baixei este template de blog pq achei cute, mas agora... alguém me explica o que são estas porras de item 1, 2, 3 e o caralho a 4, que estão no topo da página?

non, non... esta tecnologia ainda me mata!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

vícios

após ler 'o jogador', do dostoiévski, fiquei pensando em algo que persegue o ser humano desde sempre: o vício. eu desconheço alguém que não tenha vício algum. é impossível. somos condicionados, desde o nascimento, praticamente, a alguma ação repetitiva, rotineira e, na maioria das vezes, pouco ou nada saudável.

freud, em sua psicanálise, [vou relatar 'toscamente'] explica que até os dois, três anos passamos pela fase bucal; aquela em que os bebês colocam absolutamente t-u-d-o no boca. se a fase bucal é mal resolvida, temos uma maior tendência a ter vícios, como fumar, por exemplo. não sei se concordo com isso, porque eu nem vou relatar todas as cacas que conseguia comer quando criança [cêra de assoalho em pasta, por exemplo], e sou uma fumante safada fiadaputa.

mas voltando à questão inicial, o que nos leva a ter vícios? por que tantas pessoas perdem fortunas em jogos, por exemplo? sem falar em drogas, lícitas, ilícitas e afins. por que alguns roem unhas? outros não vivem sem coca-cola? eu sei que o cigarro, por exemplo, tem milhões de substâncias viciantes, mas... e as unhas? tem explicação lógica pra isso?

creio que não devemos julgar os outros por seus vícios. afinal, não creio que uma só pessoa saia ilesa desse mal. e tu, qual teu vício?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

welcome

blógue novo, de novo. porque eu gosto de mudanças...